20/08/2014

Sobre a série Cosmos

Algum tempo atrás eu tive um papo muito interessante com um amigo agnóstico, o assunto em questão foi a nova versão da série Cosmos e a fé em Deus.
Em determinado momento meu amigo me perguntou se este tipo de programa não abalava minha fé, não me fazia ao menos questionar o que acredito. Respondi que esta fase já havia acontecido entre o fim da adolescência e o início da fase adulta, quando eu ainda dava crédito a teorias e teorias que eram mais belas como equações matemáticas do que como explicação concreta, funcionando mais como exercício de imaginação do que como resposta de fato. Hoje, em cada nova descoberta, eu só consigo ver a assinatura perfeita e inquestionável do seu Criador.
O fato é que muitos debates são feitos baseados somente em pressupostos teóricos, uma boa dose de empáfia e muita fé apenas na capacidade humana, como se hoje estivéssemos vivendo uma era em que todos os mistérios foram solucionados e a ciência possui a resposta para tudo. Falam desde Panspermia Cósmica até Teoria dos Multiversos com a certeza e confiança de quem chegou à resposta final, comprovada, empírica e inquestionável, quando na verdade ainda estão caminhando em direções pressupostas, no momento com mais carga filosófica do que dados comprovados, massageando o ego naturalista/humanista e, como consequência, gerando audiência de várias formas para os cientistas celebridades e suas instituições. Coloque-se aí a rebeldia contra Deus que todos carregamos em diferentes graus e temos o cenário pronto para a engrenagem girar.
E a série Cosmos é um exemplo acabado disso.
Visualmente perfeita, ela impressiona em um primeiro momento por sua beleza, mas possui a mesma profundidade de uma Superinteressante ou um programa do Discovery, exibindo desde informações descaradamente erradas até apresentação de teorias controversas como verdade absoluta. No fim ela cumpre bem seu papel de entreter, mas não pode ser levada a sério para quem, como eu, deseja ao menos ser bem informado, mesmo não fazendo parte da comunidade científica. Em suma a série entrega aquilo que deixa as pessoas à vontade, uma “realidade” onde Deus está morto e nada há além do que podemos estudar. Carpe Diem.
Já para mim, o que impressiona é o fato de nosso Universo ser tão perfeitamente ajustado em tantas variáveis cósmicas e subatômicas que é praticamente impossível que ele sequer exista. Se analisarmos então o ajuste fino que dá condições para que um planeta abrigue vida e que esta vida possa ser tão diversa quanto a que presenciamos na Terra, só é possível compreender que vivemos em um milagre absurdamente bem planejado.
Nós compreendemos intrinsecamente, lá em nosso âmago, que algo nos deu condições de estarmos aqui e, mais ainda, podermos estudar todas estas belezas através da Ciência. Um universo coeso, perfeitamente ajustado e observável, com diversos Padrões e Constantes. Você pode inclusive nomear estes fatos que nos trouxeram até aqui e nos sustentam como Acaso, Mãe Natureza, Forças Cósmicas ou como desejar.

Pra mim sempre será Pai.

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