30/01/2014
Livros para ler em 2014
Essa lista foi copiada do Gustavo Nogy no Facebook.
Vou colocar aqui simplesmente para me lembrar de procurar tais livros.
Se quiser aproveitar...
1. “Obras Completas”, 4 vol, Jorge Luis Borges. Em especial: “Fervor de Buenos Aires”, “Ficções”, “O Aleph”, “História Universal da Infâmia”.
2. “Diário de um Pároco de Aldeia”, George Bernanos.
3. “Crime e Castigo”, Fiodor Dostoiévski. Encontrar Dostoiévski é sempre um arrebatamento: como a primeira grande paixão, como a primeira vez que se vê um morto.
4. “Crônica da Casa Assassinada”, Lúcio Cardoso. É livro de uma tal densidade dramática e poética poucas vezes igualada na literatura brasileira. A decadência de um casarão e, nele e com ele, de uma família mineira.
5. “O Castelo”, Franz Kafka. Creio ter sido Borges quem disse que Kafka não escrevia romances, mas pesadelos.
6. “O Imbecil Coletivo”, Olavo de Carvalho. Um dos livros mais influentes dos últimos vinte anos, na crítica cultural brasileira. Torçam o nariz o quanto quiserem os críticos, mas que é verdade, é.
7. “O Encontro Marcado”, Fernando Sabino. Um livro tocante, simples. Retrata a amizade, o amadurecimento, a desilusão. Quem nunca “puxou angústia” com os amigos nos tempos em que as amizades eram analógicas?
8. “Ortodoxia”, GK Chesterton. Chesterton é o escritor mais alegre que há. Lendo-o, o cristianismo não parece assim tão difícil.
9. “A Montanha Mágica”, Thomas Mann. Num sanatório em Davos, a tuberculose corrói os pacientes e, com eles, o que precariamente chamamos de “civilização ocidental”. Entender Naphta e Setembrini é entender muito do que somos, do que nos tornamos. Para o bem e para o mal. Todos somos Hans Castorp.
10. “No Castelo do Barba Azul”, George Steiner. É a resposta de Steiner ao livro de TS Eliot, “Notas para uma Definição de Cultura”. De certa forma e guardadas as proporções devidas, me ocorre que Naphta está para Eliot como Setembrini para Steiner. E quem lê George Steiner é sempre um pouco mais meu amigo.
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