25/03/2014
18/03/2014
A maravilha de Gênesis
Aqui vai um
exercício de imaginação para meus amigos.
Eu nunca vi
discrepância alguma entre fé e ciência, apenas muita má vontade de ambos os
lados.
Então esses dias atrás, lendo Gênesis, acabei notando um belo paralelo entre as teorias científicas que se defende hoje com o que é descrito na Bíblia sobre nossa origem.
Antes de
começar é importante lembrar que este texto foi escrito há aproximadamente 4.000
anos, com os conhecimentos que se tinham na época e narrados por um observador
que via as coisas à partir da perspectiva terrestre.
Mas a
maneira como é descrito, mostra que o escritor foi realmente inspirado por Deus
tanto na forma de descrever quanto na estrutura poética utilizada. Se foi em
sonho ou em revelação eu não sei, mas o que lemos é o que ele conseguiu nos
passar de uma forma maravilhosa.
Reforçando
que é uma leitura pessoal MINHA.
Se tiver
paciência, vamos lá! Será divertido.
“No princípio Deus criou os céus e a terra.”
- Aqui
começa como uma poesia, afirmando que tudo partiu de um Deus criador.
“Era a terra sem forma e vazia; trevas
cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.”
- Então
começamos de fato o relato da criação e aqui a coisa fica interessante. A
linguagem poética utilizada mostra claramente que nada existia, apenas Deus e,
possivelmente, a matéria-prima da futura criação já preparada por Ele. Temos a
apresentação também poética dos estados sólido (terra), gasoso (ar/trevas) e
líquido (água) sem ordem alguma. Mais uma vez a forma de visualizar o caos
através da perspectiva de um homem terrestre.
“Disse Deus: "Haja luz", e houve
luz.”
- Acho linda
essa frase! Não parece a explosão do Big Bang? Aquela explosão de energia
cósmica quando Deus decidiu dar forma e sentido a tudo? Muita luz e corpos
celestes expandindo violentamente para todos os lados. Outro destaque é para a forma belíssima com que ele mostra que bastou Deus desejar e foi criado, sem dificuldade alguma, apenas a sua onipotente vontade.
“Deus viu que a luz era boa, e separou a
luz das trevas.”
- Para quem
gosta de física teórica, essa frase é um prato cheio para citar poeticamente as
partículas positivas e negativas que há pouco tempo foram teorizadas e pesquisadas. Não
apenas prótons, nêutrons e elétrons, mas também as recentes descobertas como a
"matéria escura" que estão movendo a física atual. Uma outra leitura mais no ramo “visual”, seria
dizer que separou o que era visível do que era invisível, a matéria do "nada". Algo compreensível para a visão
deste homem há 4.000 anos.
“Deus chamou à luz dia, e às trevas chamou
noite. Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o primeiro dia.”
- Uma
complementação poética que vamos entendendo mais à frente, uma forma de
indicar que houve aqui uma passagem de tempo, que agora existia no cosmo uma ordem
estabelecida que daria condições à vida em um pequeno planetinha do sistema
solar. O universo estava enfim formado, era hora de ir para a construção da
nossa casa. Muita gente “trava” nessa parte por causa da questão “noite e dia”
e “tarde e manhã”, aliás, esse é um dos pontos onde vejo a tal “má vontade” que
comentei. É sempre preciso lembrar que esta narração é feita da perspectiva da
Terra, por alguém que desconhecia os “detalhes” astronômicos que conhecemos
hoje. Mas é muito simples: os corpos luminosos visíveis tanto em nosso dia
quanto em nossa noite estavam enfim prontos. É isso o que o autor diz.
“Depois disse Deus: "Haja entre as
águas um firmamento que separe águas de águas".
Então Deus fez o firmamento e separou as
águas que estavam embaixo do firmamento das que estavam por cima. E assim foi.
Ao firmamento Deus chamou céu. Passaram-se
a tarde e a manhã; esse foi o segundo dia.”
- Acho essa
parte linda! A poesia utilizada aqui é uma das melhores formas de se mostrar a
realidade. Segundo muitos cientistas, no início a Terra era um caos, uma imensa
nuvem de gás tóxico e água condensada na atmosfera permeando tudo em altíssima temperatura.
Aos poucos estes gases foram se acalmando, a temperatura foi baixando, se condensando
e então formando os mares, lagoas e nuvens. Muito mais bonito o jeito que a
bíblia descreveu, não?
“E disse Deus: "Ajuntem-se num só
lugar as águas que estão debaixo do céu, e apareça a parte seca". E assim
foi.
À parte seca Deus chamou terra, e chamou
mares ao conjunto das águas. E Deus viu que ficou bom.”
- Mais uma
vez mostrando algo já muito difundido, que conforme as coisas foram se normalizando
em nosso planeta. As placas tectônicas iam empurrando os blocos rochosos,
sendo as responsáveis pela formação dos continentes, a parte de “terra”. Então
as águas foram escorrendo para seu lugar, seja em mares, rios ou lagos. E
realmente ficou muito bom!
“Então disse Deus: "Cubra-se a terra
de vegetação: plantas que deem sementes e árvores cujos frutos produzam
sementes de acordo com as suas espécies". E assim foi.
A terra fez brotar a vegetação: plantas que
dão sementes de acordo com as suas espécies, e árvores cujos frutos produzem
sementes de acordo com as suas espécies. E Deus viu que ficou bom.
Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o
terceiro dia.”
- Mais uma
vez a ciência confirma. Depois que tudo se estabilizou (ou quase), criou-se uma
espécie de estufa natural, já que a atmosfera ainda era muito densa e úmida,
dando condições para começar a brotar a vegetação. Então a Terra começou com as
primeiras formas de vida, que são as plantas. E foi a influência das atividades
destas plantas que deram as condições finais para a criação da nossa atmosfera.
A sequência da criação e do que se propõe hoje em ciência continuam caminhando
juntas. Mas a bíblia consegue deixar tudo mais bonito!
“Disse Deus: "Haja luminares no
firmamento do céu para separar o dia da noite. Sirvam eles de sinais para
marcar estações, dias e anos, e sirvam de luminares no firmamento do céu para
iluminar a terra". E assim foi.”
- Aqui
parece que as coisas desandam, mas não. Analisando com calma percebemos que o
que o autor está descrevendo é até simples. Com o tempo a atmosfera densa a
úmida foi se dissipando e ficando mais próxima do que temos hoje. Então, com
essas “nuvens” se dispersando e a atmosfera enfim formada deixando nosso espaço
aéreo transparente, é agora possível ver os grandes luminares celestes, tanto
de dia quanto a noite. Então, podendo visualizar tais luminares, o homem foi
capaz de utilizá-los para marcar a passagem de seu tempo na terra, bem como sua
localização geográfica, este um conhecimento que o autor já possuía e dava
graças ao Criador por isso. Afinal esta é a cerne deste relato: Deus fez tudo por nós, pensando em nós. Mais uma vez lembrando: estamos vendo a criação
através da perspectiva de alguém posicionado na terra e olhando para estes
maravilhosos eventos revelados por Deus.
“Deus fez os dois grandes luminares: o
maior para governar o dia e o menor para governar a noite; fez também as
estrelas.
Deus os colocou no firmamento do céu para
iluminar a terra, governar o dia e a noite, e separar a luz das trevas. E Deus
viu que ficou bom.
Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o
quarto dia.”
- Acho isso
lindo! A Terra estava pronta para receber a vida! É quase como uma afirmação do
trecho anterior, ressaltando o motivo de Ele ter criado tais luminares.
Colocando a necessidade do dia e da noite para o homem e o cuidado de Deus para
com seus filhos. Hoje sabemos da importância do sol e da lua em nosso ecossistema,
como são perfeitamente afinados para a manutenção da vida na Terra. Enfim há
agora todo um universo físico criado em função da vindoura grande criação de
Deus! Um universo que então se revela por completo na perspectiva da observação
humana da Terra. O cosmo está pronto, a Terra está pronta, o ecossistema está preparado para nos receber. Glória seja sempre dada a Deus!
“Disse também Deus: "Encham-se as
águas de seres vivos, e sobre a terra voem aves sob o firmamento do céu".
Assim Deus criou os grandes animais
aquáticos e os demais seres vivos que povoam as águas, de acordo com as suas
espécies; e todas as aves, de acordo com as suas espécies. E Deus viu que ficou
bom.
Então Deus os abençoou, dizendo:
"Sejam férteis e multipliquem-se! Encham as águas dos mares! E
multipliquem-se as aves na terra".
Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o
quinto dia.”
- Onde a
maioria dos teóricos diz que a vida começou? Exatamente onde Deus diz: na água!
Mesmo sendo descrito em uma linguagem poética, ela não deixa de ser menos real
e precisa por isso, pelo contrário, consegue dar “sentimento” a algo que
poderia ser maçante. O tempo sempre comprova a bíblia.
“E disse Deus: "Produza a terra seres
vivos de acordo com as suas espécies: rebanhos domésticos, animais selvagens e
os demais seres vivos da terra, cada um de acordo com a sua espécie". E
assim foi.
Deus fez os animais selvagens de acordo com
as suas espécies, os rebanhos domésticos de acordo com as suas espécies, e os
demais seres vivos da terra de acordo com as suas espécies. E Deus viu que
ficou bom.”
- E então os
animais terrestres nasceram. De um universo de caos chegamos enfim a uma terra
completamente povoada de vida. Cada um formado de acordo com a sua espécie, com o seu propósito e o seu papel em relação ao homem. Mas o mais importante e maravilhoso vem agora.
“Então disse Deus: "Façamos o homem à
nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar,
sobre as aves do céu, sobre os animais grandes de toda a terra e sobre todos os
pequenos animais que se movem rente ao chão".
Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem
de Deus o criou; homem e mulher os criou.”
- Depois de
tudo funcionando perfeitamente, desde as menores partículas da matéria até todo
um ecossistema funcional, passando pelas Leis da física, da química e de todos
os pequenos fatores climáticos e mecânicos que permitem nossa existência, de toda uma natureza criada em nosso favor, enfim
chegou o momento da estreia do ápice da criação de Deus. Aquele ser diferente, único,
eterno e pensante, aquele a quem Deus deu inclusive o direito de se opor a Ele,
de negá-Lo, de desacreditar toda a Sua obra. Aquele que é tão inflado em seu
próprio ego e com o coração tão rebelde que não consegue dar graças ao Pai por
tão grandiosa criação e cuidado.
E assim
termina uma das narrações mais maravilhosas de toda a história humana.
Aquela que
conta como um Deus onipotente e criativo, com o coração explodindo de amor,
trouxe à existência e deu todas as condições para a criação e sobrevivência de um
pequeno ser chamado Homem.
Os mesmos
para quem, através de Jesus, o verbo que se fez carne e a palavra de toda a criação, já de antemão preparou Novos Céus e Nova Terra para aqueles que o amam.
Glórias eternas ao nosso Deus e Criador.
Glórias eternas ao nosso Deus e Criador.
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