Este post é para meus amigos CRISTÃOS!
Se você não é cristão, por favor, nem
perca seu tempo lendo. Será melhor para nós dois.
O filme do Noé gerou polêmica em vários níveis, mas vou me ater
àquela entre cristãos que aplaudiram, vendo o filme como uma obra totalmente de
ficção, enxergando onde há uma essência positiva da história original, e
aqueles que o detestaram, por distorcer pontos fundamentais do relato bíblico.
Mas antes, minha opinião sobre o filme como obra cinematográfica: é bem fraquinho. Com construções de personagem mal feitas, relacionamentos forçados e direção de arte capenga. Se fosse uma obra original com certeza teria uma bilheteria pífia, mas embalado pela polêmica que sempre há quando tem a fé envolvida, recebeu muito holofotes e essa polarização de opiniões.
A partir de agora, se você for continuar lendo, gostaria que lesse até o final, para não interpretar erroneamente o que quero dizer...
Mas antes, minha opinião sobre o filme como obra cinematográfica: é bem fraquinho. Com construções de personagem mal feitas, relacionamentos forçados e direção de arte capenga. Se fosse uma obra original com certeza teria uma bilheteria pífia, mas embalado pela polêmica que sempre há quando tem a fé envolvida, recebeu muito holofotes e essa polarização de opiniões.
A partir de agora, se você for continuar lendo, gostaria que lesse até o final, para não interpretar erroneamente o que quero dizer...
Vai ler? Ótimo! Vamos lá!
Para mim, um dos grandes males do cristianismo atual é o
relativismo/liberalismo e a maneira como é praticada e tão falada “defesa da
fé”, a apologética cristã. Percebo que muitos já se perdem na própria definição
disso, querendo defender dogmas, a igreja como associação e até Deus. Mas
apologética é defender a doutrina contra distorções, heresias e más
interpretações dos textos bíblicos, usando fundamentalmente a própria bíblia.
Muitos erram pelos exageros e outras pela omissão.
E essas ações ficam ainda piores quando temos uma obra de ficção como “Noé”. Neste caso, como agir contra possíveis distorções? Afinal, o propósito ali não é ser bíblico, mas uma interpretação do diretor, é um entretenimento para todos, não para os que já caminham na fé.
A resposta é simples: não se defende! Apenas se explica o que a bíblia diz na oportunidade que aparecer. Sem "guerras santas" ou imposições.
É importante lembrar que o Evangelho sempre foi direcionado às pessoas, que a mensagem de Deus em ambos os testamentos sempre teve como foco o ser-humano. Mas quando um obra de ficção, com poder de atingir milhões de pessoas em todo mundo, pessoas que só conhecem a bíblia através da “memória cristã coletiva” e de versos jogados em redes sociais sem nenhum critério, faz-se necessário ao menos explicar sobre as incoerências entre o filme e o que a bíblia relata, auxiliando para que “a verdade” entre estas pessoas não acabe sendo o Noé hollywoodiano. E isso fatalmente acontecerá.
Enfim, para isso serve este texto, para mostrar que não há apenas “liberdade poética” neste filme, mas uma completa distorção de pontos fundamentais que podem ser prejudiciais ou uma oportunidade para apresentar a verdadeira mensagem deste relato.
E essas ações ficam ainda piores quando temos uma obra de ficção como “Noé”. Neste caso, como agir contra possíveis distorções? Afinal, o propósito ali não é ser bíblico, mas uma interpretação do diretor, é um entretenimento para todos, não para os que já caminham na fé.
A resposta é simples: não se defende! Apenas se explica o que a bíblia diz na oportunidade que aparecer. Sem "guerras santas" ou imposições.
É importante lembrar que o Evangelho sempre foi direcionado às pessoas, que a mensagem de Deus em ambos os testamentos sempre teve como foco o ser-humano. Mas quando um obra de ficção, com poder de atingir milhões de pessoas em todo mundo, pessoas que só conhecem a bíblia através da “memória cristã coletiva” e de versos jogados em redes sociais sem nenhum critério, faz-se necessário ao menos explicar sobre as incoerências entre o filme e o que a bíblia relata, auxiliando para que “a verdade” entre estas pessoas não acabe sendo o Noé hollywoodiano. E isso fatalmente acontecerá.
Enfim, para isso serve este texto, para mostrar que não há apenas “liberdade poética” neste filme, mas uma completa distorção de pontos fundamentais que podem ser prejudiciais ou uma oportunidade para apresentar a verdadeira mensagem deste relato.
1 – Vou começar por uma fala apenas, mas que é a síntese de toda
a distorção do filme. O malvado Tubal-Caim, líder de um grupo bárbaro, faz um
discurso histérico em determinado momento sobre “o homem ser superior aos
animais e que estes não mereciam ser salvos, devendo servir aos homens em
primeiro lugar”. O problema foi que em Gênesis 9:1-3 está escrito: "Deus
abençoou Noé e seus filhos, dizendo-lhes: "Sejam férteis, multipliquem-se
e encham a terra. Todos os animais da terra tremerão de medo diante de vocês: os
animais selvagens, as aves do céu, as criaturas que se movem rente ao chão e os
peixes do mar; eles estão entregues em suas mãos...". Ou seja, quem disse
isso, mas de outra maneira (posso explicar sobre nosso papel de mordomos da
criação em outra oportunidade), foi o próprio Deus! Mas no filme esta ideia
saiu completamente DISTORCIDA da boca do mais asqueroso e malévolo personagem.
Há como não sentir uma certa revolta após toda a construção dramática do filme?
Quando se compara a narrativa com a realidade? Quantos incrédulos saíram
(sairão) com esta impressão ao assistir o filme? Eu possivelmente sairia se não
conhecesse meu Deus.
2 – Entendo que muitos amigos cristãos defendem a questão sobre
as fontes de inspiração do diretor, que são diversos contos sobre um dilúvio
universal presente em quase todas as culturas antigas, além do conhecido livro
apócrifo de Enoque. Mas, exceto o tal Livro de Enoque, não existe alguém
chamado Noé nos demais relatos, portanto, a base de tudo é sim a bíblia, todas
as associações serão com a bíblia, de um jeito ou de outro. (Como curiosidade,
Utnapishtim é o nome do personagem equivalente a Noé na famosa epopeia do rei
Gilgamesh, que também fala sobre um dilúvio universal).
3 – Mas mesmo o filme sendo nomeado de Noé, não vi o Noé da
bíblia em lugar nenhum. Não vi um homem íntegro, justo e que (ponto mais
importante) ANDAVA com Deus, no sentido de ter um relacionamento íntimo com
Ele. Vi um fundamentalista neurótico que apenas alucina sobre um criador,
recebendo desta entidade alguns sinais confusos e vagos sobre uma grande
catástrofe que está chegando. Sinais que precisam de interpretação de seu avô e
de gigantes de pedra. Até sua nora/filha adotada dá seu pitaco sobre o motivo
de Deus tê-lo escolhido. Ou seja, esse Noé não tem a menor ideia de quem é esse
cara invisível que o mandou construir uma arca para salvar os animais do
dilúvio, ele só suspeita quais seriam estes motivos, mas falha feio nessa
interpretação...
4 – Portanto, segundo a interpretação deste Noé, esse criador quer
salvar apenas os animais. O homem é tão mau e destruidor que não merece mais
viver, inclusive ele e sua família. Não muito diferente da visão de muitos
atualmente, que acreditam ser a raça humana um verdadeiro câncer para este
planeta. É meio que uma linha de raciocínio lógica para uma pessoa que não
conhece o plano de Deus, onde há Criação, Queda, Redenção e Restauração. Ela só
pode constatar pelos fatos presenciados que a “raça dominante” é interesseira,
mesquinha e destrói tudo o que encontra pela frente. Se não fosse o amor de
Deus em nossas vidas e não houvesse o Seu propósito de restaurar toda a criação
com a volta de Cristo, seria mesmo melhor para todos que fossemos eliminados
deste planeta de uma vez. Mas Deus enviou seu único e precioso filho para
redimir nossas vidas, preparando o caminho para uma completa restauração de
Seus filhos e de toda a Sua criação. Este era o Deus que Noé de fato andava,
cheio de amor, misericórdia, compaixão e sempre “roubando nos dados” a nosso
favor, sempre trazendo de volta esse bando de “coraçõezinhos ruins”. Esta é a
verdadeira mensagem de uma narrativa tão trágica.
5 – Mas voltando, como já comentei acima, no filme os humanos
não importam, os animais valem muito mais. Vem o dilúvio e todo mundo morre. Aí
há todo um embate mal feito dentro da arca e, no final, Noé simplesmente
“passa” no teste de fé do Criador, teste que não faz o menor sentido analisando
todo o conceito construído no filme. Enfim, o homem que na bíblia é escolhidos
e amado por Deus, se mostra aqui um alucinado egoísta com baba na boca e que
parte resoluto para esfaquear bebês inocentes por uma interpretação própria da
“vontade do Criador”, como um fanático religioso qualquer dos dias atuais que
não tem a menor ideia de quem seja Deus e é desprovido de qualquer sentimento
de amor e respeito pelas pessoas. Isso pra mim é muito sério! Lamento por quem
não viu a seriedade da mensagem desta cena (e da construção toda do
personagem), muitas vezes se emocionando com a interpretação do Russel Crowe.
Esse Noé simplesmente perdeu a coragem/motivação em um momento de emoção, não
por conhecer a vontade de Deus e a importância daquela família para o Senhor.
Eu teria medo de ser vizinho deste Noé, vai que o deus ausente dele o faz
alucinar sobre meu filho ser o anticristo...
6 - Ou seja, o filme distorce a noção de “justo” e “justiça”,
usando estes conceitos com ações opostas diversas vezes, distorcendo Noé e Deus
para algo que eles nunca foram. Um prato cheio para as pessoas que já não tem
ideia sobre quem é o Deus revelado na bíblia e O acusam por tanta maldade e
injustiça em toda a Terra, inclusive aquelas praticadas contra a natureza. Para
aqueles que julgam que o homem “tem força dentro de si mesmo” para fazer o bem
e afastar-se do mal. Com tudo isso exposto é óbvio que elas serão levadas a uma
interpretação distorcida da mensagem bíblica. A própria arca que na bíblia era
um local de paz e cuidado de Deus em meio à tempestade, no filme se tornou a
representação do horror: Violenta, escura, com ódio, raiva, desentendimentos e
morte por todos os lados, um verdadeiro inferno flutuante, completamente
distante da graça e amor de Deus e de um propósito de restauração.
7 – E por fim, sabe aquela cena que fez com que muitos se
empolgassem no trailer, quando Tubal-Caim ameaça Noé dizendo que ele nada
poderia fazer se os homens o atacassem por ele “estar sozinho” e então Noé diz
firme “eu não estou sozinho”? Pois é, ele estava falando dos gigantes de pedra
que levantam neste momento atrás dele! Não de Deus, que sequer levanta um dedo
para ajudá-lo em algum momento. Mas no conceito do filme é isso aí. Deus não
aparece, não se revela, apenas envia sinais confusos a um homem amalucado,
afinal, é um deus distante e autoritário conhecido como Criador, sem
personalidade ou compaixão. Essa cena é a sinopse perfeita do filme todo: Não
existe Deus para Noé.
Paro por aqui.
Não entrarei nos demais
detalhes como a pele da serpente do Éden, os anjos caídos, a ausência das
mulheres dos filhos de Noé ou detalhes assim. Meu problema é com o todo, com a
distorção da essência do relato.
Para mim a arca é a primeira representação da cruz de Cristo, onde Deus acolhe os salvos da vindoura destruição, com Seu amor e desejo de restauração de toda a criação, sendo o homem o motivo principal de Sua compaixão eterna.
Hoje estamos repetindo a sociedade da época de Noé, estamos caminhando a passos largos para sermos exatamente iguais. Por isso simplesmente não consigo ver com inocência essa obra, como “só mais um filme”.
Para mim a arca é a primeira representação da cruz de Cristo, onde Deus acolhe os salvos da vindoura destruição, com Seu amor e desejo de restauração de toda a criação, sendo o homem o motivo principal de Sua compaixão eterna.
Hoje estamos repetindo a sociedade da época de Noé, estamos caminhando a passos largos para sermos exatamente iguais. Por isso simplesmente não consigo ver com inocência essa obra, como “só mais um filme”.
Além disso não vi nenhuma
mensagem de esperança ali, nenhuma mensagem de amor ou de restauração, nenhum
eco sobre a poderosa ideia original, apenas uma salpicada dramática igual a
qualquer filme que traz uma mensagem bonitinha no final, mostrando um homem que
muda o próprio comportamento no último segundo por vontade própria.
Por
isso fiz questão de escrever isso apenas aos cristãos. Para que tomem cuidado
com o relativismo. Esteja atento com o que você apoia abertamente, pois pode
influenciar alguém que não tem as mesmas bases que você. Nem tudo é só um
filme, só uma música ou só uma opinião.
Cuidado também para não se tornar um fanático religioso como o Noé do filme, que passa por cima de tudo e todos, movido apenas por sua fé distorcida sem se importar com ninguém. Mas seja como o novo e perfeito Noé, Jesus, por meio de quem recebemos nova vida e a aliança definitiva. Aquele que nos protege durante os dilúvios deste mundo e um dia nos deixará em segurança sobre nova terra. Aquele que nos ensinou a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, inclusive quando estivermos defendendo nossa fé.
Leia a bíblia intensamente, não como uma obrigação religiosa diária, mas para conhecer profundamente o Deus que ali se revela na mensagem da cruz presente desde o livro de Gênesis. Ore, ande com Deus e fortaleça sua fé em Cristo Jesus, para que você faça a diferença em dias que serão cada vez mais sombrios, sendo luz nesta geração em tudo o que faz Mostrando aos queridos, com sua vida, a entrada da arca.
A tempestade está chegando...
Cuidado também para não se tornar um fanático religioso como o Noé do filme, que passa por cima de tudo e todos, movido apenas por sua fé distorcida sem se importar com ninguém. Mas seja como o novo e perfeito Noé, Jesus, por meio de quem recebemos nova vida e a aliança definitiva. Aquele que nos protege durante os dilúvios deste mundo e um dia nos deixará em segurança sobre nova terra. Aquele que nos ensinou a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, inclusive quando estivermos defendendo nossa fé.
Leia a bíblia intensamente, não como uma obrigação religiosa diária, mas para conhecer profundamente o Deus que ali se revela na mensagem da cruz presente desde o livro de Gênesis. Ore, ande com Deus e fortaleça sua fé em Cristo Jesus, para que você faça a diferença em dias que serão cada vez mais sombrios, sendo luz nesta geração em tudo o que faz Mostrando aos queridos, com sua vida, a entrada da arca.
A tempestade está chegando...
Nenhum comentário:
Postar um comentário