20/08/2014

Sobre a série Cosmos

Algum tempo atrás eu tive um papo muito interessante com um amigo agnóstico, o assunto em questão foi a nova versão da série Cosmos e a fé em Deus.
Em determinado momento meu amigo me perguntou se este tipo de programa não abalava minha fé, não me fazia ao menos questionar o que acredito. Respondi que esta fase já havia acontecido entre o fim da adolescência e o início da fase adulta, quando eu ainda dava crédito a teorias e teorias que eram mais belas como equações matemáticas do que como explicação concreta, funcionando mais como exercício de imaginação do que como resposta de fato. Hoje, em cada nova descoberta, eu só consigo ver a assinatura perfeita e inquestionável do seu Criador.
O fato é que muitos debates são feitos baseados somente em pressupostos teóricos, uma boa dose de empáfia e muita fé apenas na capacidade humana, como se hoje estivéssemos vivendo uma era em que todos os mistérios foram solucionados e a ciência possui a resposta para tudo. Falam desde Panspermia Cósmica até Teoria dos Multiversos com a certeza e confiança de quem chegou à resposta final, comprovada, empírica e inquestionável, quando na verdade ainda estão caminhando em direções pressupostas, no momento com mais carga filosófica do que dados comprovados, massageando o ego naturalista/humanista e, como consequência, gerando audiência de várias formas para os cientistas celebridades e suas instituições. Coloque-se aí a rebeldia contra Deus que todos carregamos em diferentes graus e temos o cenário pronto para a engrenagem girar.
E a série Cosmos é um exemplo acabado disso.
Visualmente perfeita, ela impressiona em um primeiro momento por sua beleza, mas possui a mesma profundidade de uma Superinteressante ou um programa do Discovery, exibindo desde informações descaradamente erradas até apresentação de teorias controversas como verdade absoluta. No fim ela cumpre bem seu papel de entreter, mas não pode ser levada a sério para quem, como eu, deseja ao menos ser bem informado, mesmo não fazendo parte da comunidade científica. Em suma a série entrega aquilo que deixa as pessoas à vontade, uma “realidade” onde Deus está morto e nada há além do que podemos estudar. Carpe Diem.
Já para mim, o que impressiona é o fato de nosso Universo ser tão perfeitamente ajustado em tantas variáveis cósmicas e subatômicas que é praticamente impossível que ele sequer exista. Se analisarmos então o ajuste fino que dá condições para que um planeta abrigue vida e que esta vida possa ser tão diversa quanto a que presenciamos na Terra, só é possível compreender que vivemos em um milagre absurdamente bem planejado.
Nós compreendemos intrinsecamente, lá em nosso âmago, que algo nos deu condições de estarmos aqui e, mais ainda, podermos estudar todas estas belezas através da Ciência. Um universo coeso, perfeitamente ajustado e observável, com diversos Padrões e Constantes. Você pode inclusive nomear estes fatos que nos trouxeram até aqui e nos sustentam como Acaso, Mãe Natureza, Forças Cósmicas ou como desejar.

Pra mim sempre será Pai.

14/04/2014

Opinião sobre o filme Noé (2014)

Este post é para meus amigos CRISTÃOS!
Se você não é cristão, por favor, nem perca seu tempo lendo. Será melhor para nós dois.
O filme do Noé gerou polêmica em vários níveis, mas vou me ater àquela entre cristãos que aplaudiram, vendo o filme como uma obra totalmente de ficção, enxergando onde há uma essência positiva da história original, e aqueles que o detestaram, por distorcer pontos fundamentais do relato bíblico.
Mas antes, minha opinião sobre o filme como obra cinematográfica: é bem fraquinho. Com construções de personagem mal feitas, relacionamentos forçados e direção de arte capenga. Se fosse uma obra original com certeza teria uma bilheteria pífia, mas embalado pela polêmica que sempre há quando tem a fé envolvida, recebeu muito holofotes e essa polarização de opiniões.
A partir de agora, se você for continuar lendo, gostaria que lesse até o final, para não interpretar erroneamente o que quero dizer...
Vai ler? Ótimo! Vamos lá!
Para mim, um dos grandes males do cristianismo atual é o relativismo/liberalismo e a maneira como é praticada e tão falada “defesa da fé”, a apologética cristã. Percebo que muitos já se perdem na própria definição disso, querendo defender dogmas, a igreja como associação e até Deus. Mas apologética é defender a doutrina contra distorções, heresias e más interpretações dos textos bíblicos, usando fundamentalmente a própria bíblia. Muitos erram pelos exageros e outras pela omissão.
E essas ações ficam ainda piores quando temos uma obra de ficção como “Noé”. Neste caso, como agir contra possíveis distorções? Afinal, o propósito ali não é ser bíblico, mas uma interpretação do diretor, é um entretenimento para todos, não para os que já caminham na fé.
A resposta é simples: não se defende! Apenas se explica o que a bíblia diz na oportunidade que aparecer. Sem "guerras santas" ou imposições.
É importante lembrar que o Evangelho sempre foi direcionado às pessoas, que a mensagem de Deus em ambos os testamentos sempre teve como foco o ser-humano. Mas quando um obra de ficção, com poder de atingir milhões de pessoas em todo mundo, pessoas que só conhecem a bíblia através da “memória cristã coletiva” e de versos jogados em redes sociais sem nenhum critério, faz-se necessário ao menos explicar sobre as incoerências entre o filme e o que a bíblia relata, auxiliando para que “a verdade” entre estas pessoas não acabe sendo o Noé hollywoodiano. E isso fatalmente acontecerá.
Enfim, para isso serve este texto, para mostrar que não há apenas “liberdade poética” neste filme, mas uma completa distorção de pontos fundamentais que podem ser prejudiciais ou uma oportunidade para apresentar a verdadeira mensagem deste relato.
1 – Vou começar por uma fala apenas, mas que é a síntese de toda a distorção do filme. O malvado Tubal-Caim, líder de um grupo bárbaro, faz um discurso histérico em determinado momento sobre “o homem ser superior aos animais e que estes não mereciam ser salvos, devendo servir aos homens em primeiro lugar”. O problema foi que em Gênesis 9:1-3 está escrito: "Deus abençoou Noé e seus filhos, dizendo-lhes: "Sejam férteis, multipliquem-se e encham a terra. Todos os animais da terra tremerão de medo diante de vocês: os animais selvagens, as aves do céu, as criaturas que se movem rente ao chão e os peixes do mar; eles estão entregues em suas mãos...". Ou seja, quem disse isso, mas de outra maneira (posso explicar sobre nosso papel de mordomos da criação em outra oportunidade), foi o próprio Deus! Mas no filme esta ideia saiu completamente DISTORCIDA da boca do mais asqueroso e malévolo personagem. Há como não sentir uma certa revolta após toda a construção dramática do filme? Quando se compara a narrativa com a realidade? Quantos incrédulos saíram (sairão) com esta impressão ao assistir o filme? Eu possivelmente sairia se não conhecesse meu Deus.
2 – Entendo que muitos amigos cristãos defendem a questão sobre as fontes de inspiração do diretor, que são diversos contos sobre um dilúvio universal presente em quase todas as culturas antigas, além do conhecido livro apócrifo de Enoque. Mas, exceto o tal Livro de Enoque, não existe alguém chamado Noé nos demais relatos, portanto, a base de tudo é sim a bíblia, todas as associações serão com a bíblia, de um jeito ou de outro. (Como curiosidade, Utnapishtim é o nome do personagem equivalente a Noé na famosa epopeia do rei Gilgamesh, que também fala sobre um dilúvio universal).
3 – Mas mesmo o filme sendo nomeado de Noé, não vi o Noé da bíblia em lugar nenhum. Não vi um homem íntegro, justo e que (ponto mais importante) ANDAVA com Deus, no sentido de ter um relacionamento íntimo com Ele. Vi um fundamentalista neurótico que apenas alucina sobre um criador, recebendo desta entidade alguns sinais confusos e vagos sobre uma grande catástrofe que está chegando. Sinais que precisam de interpretação de seu avô e de gigantes de pedra. Até sua nora/filha adotada dá seu pitaco sobre o motivo de Deus tê-lo escolhido. Ou seja, esse Noé não tem a menor ideia de quem é esse cara invisível que o mandou construir uma arca para salvar os animais do dilúvio, ele só suspeita quais seriam estes motivos, mas falha feio nessa interpretação...
4 – Portanto, segundo a interpretação deste Noé, esse criador quer salvar apenas os animais. O homem é tão mau e destruidor que não merece mais viver, inclusive ele e sua família. Não muito diferente da visão de muitos atualmente, que acreditam ser a raça humana um verdadeiro câncer para este planeta. É meio que uma linha de raciocínio lógica para uma pessoa que não conhece o plano de Deus, onde há Criação, Queda, Redenção e Restauração. Ela só pode constatar pelos fatos presenciados que a “raça dominante” é interesseira, mesquinha e destrói tudo o que encontra pela frente. Se não fosse o amor de Deus em nossas vidas e não houvesse o Seu propósito de restaurar toda a criação com a volta de Cristo, seria mesmo melhor para todos que fossemos eliminados deste planeta de uma vez. Mas Deus enviou seu único e precioso filho para redimir nossas vidas, preparando o caminho para uma completa restauração de Seus filhos e de toda a Sua criação. Este era o Deus que Noé de fato andava, cheio de amor, misericórdia, compaixão e sempre “roubando nos dados” a nosso favor, sempre trazendo de volta esse bando de “coraçõezinhos ruins”. Esta é a verdadeira mensagem de uma narrativa tão trágica.
5 – Mas voltando, como já comentei acima, no filme os humanos não importam, os animais valem muito mais. Vem o dilúvio e todo mundo morre. Aí há todo um embate mal feito dentro da arca e, no final, Noé simplesmente “passa” no teste de fé do Criador, teste que não faz o menor sentido analisando todo o conceito construído no filme. Enfim, o homem que na bíblia é escolhidos e amado por Deus, se mostra aqui um alucinado egoísta com baba na boca e que parte resoluto para esfaquear bebês inocentes por uma interpretação própria da “vontade do Criador”, como um fanático religioso qualquer dos dias atuais que não tem a menor ideia de quem seja Deus e é desprovido de qualquer sentimento de amor e respeito pelas pessoas. Isso pra mim é muito sério! Lamento por quem não viu a seriedade da mensagem desta cena (e da construção toda do personagem), muitas vezes se emocionando com a interpretação do Russel Crowe. Esse Noé simplesmente perdeu a coragem/motivação em um momento de emoção, não por conhecer a vontade de Deus e a importância daquela família para o Senhor. Eu teria medo de ser vizinho deste Noé, vai que o deus ausente dele o faz alucinar sobre meu filho ser o anticristo...
6 - Ou seja, o filme distorce a noção de “justo” e “justiça”, usando estes conceitos com ações opostas diversas vezes, distorcendo Noé e Deus para algo que eles nunca foram. Um prato cheio para as pessoas que já não tem ideia sobre quem é o Deus revelado na bíblia e O acusam por tanta maldade e injustiça em toda a Terra, inclusive aquelas praticadas contra a natureza. Para aqueles que julgam que o homem “tem força dentro de si mesmo” para fazer o bem e afastar-se do mal. Com tudo isso exposto é óbvio que elas serão levadas a uma interpretação distorcida da mensagem bíblica. A própria arca que na bíblia era um local de paz e cuidado de Deus em meio à tempestade, no filme se tornou a representação do horror: Violenta, escura, com ódio, raiva, desentendimentos e morte por todos os lados, um verdadeiro inferno flutuante, completamente distante da graça e amor de Deus e de um propósito de restauração.
7 – E por fim, sabe aquela cena que fez com que muitos se empolgassem no trailer, quando Tubal-Caim ameaça Noé dizendo que ele nada poderia fazer se os homens o atacassem por ele “estar sozinho” e então Noé diz firme “eu não estou sozinho”? Pois é, ele estava falando dos gigantes de pedra que levantam neste momento atrás dele! Não de Deus, que sequer levanta um dedo para ajudá-lo em algum momento. Mas no conceito do filme é isso aí. Deus não aparece, não se revela, apenas envia sinais confusos a um homem amalucado, afinal, é um deus distante e autoritário conhecido como Criador, sem personalidade ou compaixão. Essa cena é a sinopse perfeita do filme todo: Não existe Deus para Noé.
Paro por aqui.
Não entrarei nos demais detalhes como a pele da serpente do Éden, os anjos caídos, a ausência das mulheres dos filhos de Noé ou detalhes assim. Meu problema é com o todo, com a distorção da essência do relato.
Para mim a arca é a primeira representação da cruz de Cristo, onde Deus acolhe os salvos da vindoura destruição, com Seu amor e desejo de restauração de toda a criação, sendo o homem o motivo principal de Sua compaixão eterna.
Hoje estamos repetindo a sociedade da época de Noé, estamos caminhando a passos largos para sermos exatamente iguais. Por isso simplesmente não consigo ver com inocência essa obra, como “só mais um filme”.
Além disso não vi nenhuma mensagem de esperança ali, nenhuma mensagem de amor ou de restauração, nenhum eco sobre a poderosa ideia original, apenas uma salpicada dramática igual a qualquer filme que traz uma mensagem bonitinha no final, mostrando um homem que muda o próprio comportamento no último segundo por vontade própria.
Por isso fiz questão de escrever isso apenas aos cristãos. Para que tomem cuidado com o relativismo. Esteja atento com o que você apoia abertamente, pois pode influenciar alguém que não tem as mesmas bases que você. Nem tudo é só um filme, só uma música ou só uma opinião.
Cuidado também para não se tornar um fanático religioso como o Noé do filme, que passa por cima de tudo e todos, movido apenas por sua fé distorcida sem se importar com ninguém. Mas seja como o novo e perfeito Noé, Jesus, por meio de quem recebemos nova vida e a aliança definitiva. Aquele que nos protege durante os dilúvios deste mundo e um dia nos deixará em segurança sobre nova terra. Aquele que nos ensinou a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, inclusive quando estivermos defendendo nossa fé.
Leia a bíblia intensamente, não como uma obrigação religiosa diária, mas para conhecer profundamente o Deus que ali se revela na mensagem da cruz presente desde o livro de Gênesis. Ore, ande com Deus e fortaleça sua fé em Cristo Jesus, para que você faça a diferença em dias que serão cada vez mais sombrios, sendo luz nesta geração em tudo o que faz Mostrando aos queridos, com sua vida, a entrada da arca.
A tempestade está chegando...


18/03/2014

A maravilha de Gênesis

Aqui vai um exercício de imaginação para meus amigos.
Eu nunca vi discrepância alguma entre fé e ciência, apenas muita má vontade de ambos os lados.
Então esses dias atrás, lendo Gênesis, acabei notando um belo paralelo entre as teorias científicas que se defende hoje com o que é descrito na Bíblia sobre nossa origem.
Antes de começar é importante lembrar que este texto foi escrito há aproximadamente 4.000 anos, com os conhecimentos que se tinham na época e narrados por um observador que via as coisas à partir da perspectiva terrestre.
Mas a maneira como é descrito, mostra que o escritor foi realmente inspirado por Deus tanto na forma de descrever quanto na estrutura poética utilizada. Se foi em sonho ou em revelação eu não sei, mas o que lemos é o que ele conseguiu nos passar de uma forma maravilhosa.
Reforçando que é uma leitura pessoal MINHA.
Se tiver paciência, vamos lá! Será divertido.

“No princípio Deus criou os céus e a terra.”
- Aqui começa como uma poesia, afirmando que tudo partiu de um Deus criador.

“Era a terra sem forma e vazia; trevas cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.”
- Então começamos de fato o relato da criação e aqui a coisa fica interessante. A linguagem poética utilizada mostra claramente que nada existia, apenas Deus e, possivelmente, a matéria-prima da futura criação já preparada por Ele. Temos a apresentação também poética dos estados sólido (terra), gasoso (ar/trevas) e líquido (água) sem ordem alguma. Mais uma vez a forma de visualizar o caos através da perspectiva de um homem terrestre.

“Disse Deus: "Haja luz", e houve luz.”
- Acho linda essa frase! Não parece a explosão do Big Bang? Aquela explosão de energia cósmica quando Deus decidiu dar forma e sentido a tudo? Muita luz e corpos celestes expandindo violentamente para todos os lados. Outro destaque é para a forma belíssima com que ele mostra que bastou Deus desejar e foi criado, sem dificuldade alguma, apenas a sua onipotente vontade.

“Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas.”
- Para quem gosta de física teórica, essa frase é um prato cheio para citar poeticamente as partículas positivas e negativas que há pouco tempo foram teorizadas e pesquisadas. Não apenas prótons, nêutrons e elétrons, mas também as recentes descobertas como a "matéria escura" que estão movendo a física atual. Uma outra leitura mais no ramo “visual”, seria dizer que separou o que era visível do que era invisível, a matéria do "nada". Algo compreensível para a visão deste homem há 4.000 anos.

“Deus chamou à luz dia, e às trevas chamou noite. Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o primeiro dia.”
- Uma complementação poética que vamos entendendo mais à frente, uma forma de indicar que houve aqui uma passagem de tempo, que agora existia no cosmo uma ordem estabelecida que daria condições à vida em um pequeno planetinha do sistema solar. O universo estava enfim formado, era hora de ir para a construção da nossa casa. Muita gente “trava” nessa parte por causa da questão “noite e dia” e “tarde e manhã”, aliás, esse é um dos pontos onde vejo a tal “má vontade” que comentei. É sempre preciso lembrar que esta narração é feita da perspectiva da Terra, por alguém que desconhecia os “detalhes” astronômicos que conhecemos hoje. Mas é muito simples: os corpos luminosos visíveis tanto em nosso dia quanto em nossa noite estavam enfim prontos. É isso o que o autor diz.

“Depois disse Deus: "Haja entre as águas um firmamento que separe águas de águas".
Então Deus fez o firmamento e separou as águas que estavam embaixo do firmamento das que estavam por cima. E assim foi.
Ao firmamento Deus chamou céu. Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o segundo dia.”
- Acho essa parte linda! A poesia utilizada aqui é uma das melhores formas de se mostrar a realidade. Segundo muitos cientistas, no início a Terra era um caos, uma imensa nuvem de gás tóxico e água condensada na atmosfera permeando tudo em altíssima temperatura. Aos poucos estes gases foram se acalmando, a temperatura foi baixando, se condensando e então formando os mares, lagoas e nuvens. Muito mais bonito o jeito que a bíblia descreveu, não?

“E disse Deus: "Ajuntem-se num só lugar as águas que estão debaixo do céu, e apareça a parte seca". E assim foi.
À parte seca Deus chamou terra, e chamou mares ao conjunto das águas. E Deus viu que ficou bom.”
- Mais uma vez mostrando algo já muito difundido, que conforme as coisas foram se normalizando em nosso planeta. As placas tectônicas iam empurrando os blocos rochosos, sendo as responsáveis pela formação dos continentes, a parte de “terra”. Então as águas foram escorrendo para seu lugar, seja em mares, rios ou lagos. E realmente ficou muito bom!

“Então disse Deus: "Cubra-se a terra de vegetação: plantas que deem sementes e árvores cujos frutos produzam sementes de acordo com as suas espécies". E assim foi.
A terra fez brotar a vegetação: plantas que dão sementes de acordo com as suas espécies, e árvores cujos frutos produzem sementes de acordo com as suas espécies. E Deus viu que ficou bom.
Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o terceiro dia.”
- Mais uma vez a ciência confirma. Depois que tudo se estabilizou (ou quase), criou-se uma espécie de estufa natural, já que a atmosfera ainda era muito densa e úmida, dando condições para começar a brotar a vegetação. Então a Terra começou com as primeiras formas de vida, que são as plantas. E foi a influência das atividades destas plantas que deram as condições finais para a criação da nossa atmosfera. A sequência da criação e do que se propõe hoje em ciência continuam caminhando juntas. Mas a bíblia consegue deixar tudo mais bonito!

“Disse Deus: "Haja luminares no firmamento do céu para separar o dia da noite. Sirvam eles de sinais para marcar estações, dias e anos, e sirvam de luminares no firmamento do céu para iluminar a terra". E assim foi.”
- Aqui parece que as coisas desandam, mas não. Analisando com calma percebemos que o que o autor está descrevendo é até simples. Com o tempo a atmosfera densa a úmida foi se dissipando e ficando mais próxima do que temos hoje. Então, com essas “nuvens” se dispersando e a atmosfera enfim formada deixando nosso espaço aéreo transparente, é agora possível ver os grandes luminares celestes, tanto de dia quanto a noite. Então, podendo visualizar tais luminares, o homem foi capaz de utilizá-los para marcar a passagem de seu tempo na terra, bem como sua localização geográfica, este um conhecimento que o autor já possuía e dava graças ao Criador por isso. Afinal esta é a cerne deste relato: Deus fez tudo por nós, pensando em nós. Mais uma vez lembrando: estamos vendo a criação através da perspectiva de alguém posicionado na terra e olhando para estes maravilhosos eventos revelados por Deus.

“Deus fez os dois grandes luminares: o maior para governar o dia e o menor para governar a noite; fez também as estrelas.
Deus os colocou no firmamento do céu para iluminar a terra, governar o dia e a noite, e separar a luz das trevas. E Deus viu que ficou bom.
Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o quarto dia.”
- Acho isso lindo! A Terra estava pronta para receber a vida! É quase como uma afirmação do trecho anterior, ressaltando o motivo de Ele ter criado tais luminares. Colocando a necessidade do dia e da noite para o homem e o cuidado de Deus para com seus filhos. Hoje sabemos da importância do sol e da lua em nosso ecossistema, como são perfeitamente afinados para a manutenção da vida na Terra. Enfim há agora todo um universo físico criado em função da vindoura grande criação de Deus! Um universo que então se revela por completo na perspectiva da observação humana da Terra. O cosmo está pronto, a Terra está pronta, o ecossistema está preparado para nos receber. Glória seja sempre dada a Deus!

“Disse também Deus: "Encham-se as águas de seres vivos, e sobre a terra voem aves sob o firmamento do céu".
Assim Deus criou os grandes animais aquáticos e os demais seres vivos que povoam as águas, de acordo com as suas espécies; e todas as aves, de acordo com as suas espécies. E Deus viu que ficou bom.
Então Deus os abençoou, dizendo: "Sejam férteis e multipliquem-se! Encham as águas dos mares! E multipliquem-se as aves na terra".
Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o quinto dia.”
- Onde a maioria dos teóricos diz que a vida começou? Exatamente onde Deus diz: na água! Mesmo sendo descrito em uma linguagem poética, ela não deixa de ser menos real e precisa por isso, pelo contrário, consegue dar “sentimento” a algo que poderia ser maçante. O tempo sempre comprova a bíblia.

“E disse Deus: "Produza a terra seres vivos de acordo com as suas espécies: rebanhos domésticos, animais selvagens e os demais seres vivos da terra, cada um de acordo com a sua espécie". E assim foi.
Deus fez os animais selvagens de acordo com as suas espécies, os rebanhos domésticos de acordo com as suas espécies, e os demais seres vivos da terra de acordo com as suas espécies. E Deus viu que ficou bom.”
- E então os animais terrestres nasceram. De um universo de caos chegamos enfim a uma terra completamente povoada de vida. Cada um formado de acordo com a sua espécie, com o seu propósito e o seu papel em relação ao homem. Mas o mais importante e maravilhoso vem agora.

“Então disse Deus: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais grandes de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão".
Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.”
- Depois de tudo funcionando perfeitamente, desde as menores partículas da matéria até todo um ecossistema funcional, passando pelas Leis da física, da química e de todos os pequenos fatores climáticos e mecânicos que permitem nossa existência, de toda uma natureza criada em nosso favor, enfim chegou o momento da estreia do ápice da criação de Deus. Aquele ser diferente, único, eterno e pensante, aquele a quem Deus deu inclusive o direito de se opor a Ele, de negá-Lo, de desacreditar toda a Sua obra. Aquele que é tão inflado em seu próprio ego e com o coração tão rebelde que não consegue dar graças ao Pai por tão grandiosa criação e cuidado.
E assim termina uma das narrações mais maravilhosas de toda a história humana.
Aquela que conta como um Deus onipotente e criativo, com o coração explodindo de amor, trouxe à existência e deu todas as condições para a criação e sobrevivência de um pequeno ser chamado Homem.
Os mesmos para quem, através de Jesus, o verbo que se fez carne e a palavra de toda a criação, já de antemão preparou Novos Céus e Nova Terra para aqueles que o amam.
Glórias eternas ao nosso Deus e Criador.


30/01/2014

Livros para ler em 2014


Essa lista foi copiada do Gustavo Nogy no Facebook.
Vou colocar aqui simplesmente para me lembrar de procurar tais livros.
Se quiser aproveitar...

1. “Obras Completas”, 4 vol, Jorge Luis Borges. Em especial: “Fervor de Buenos Aires”, “Ficções”, “O Aleph”, “História Universal da Infâmia”.

2. “Diário de um Pároco de Aldeia”, George Bernanos.

3. “Crime e Castigo”, Fiodor Dostoiévski. Encontrar Dostoiévski é sempre um arrebatamento: como a primeira grande paixão, como a primeira vez que se vê um morto.

4. “Crônica da Casa Assassinada”, Lúcio Cardoso. É livro de uma tal densidade dramática e poética poucas vezes igualada na literatura brasileira. A decadência de um casarão e, nele e com ele, de uma família mineira.

5. “O Castelo”, Franz Kafka. Creio ter sido Borges quem disse que Kafka não escrevia romances, mas pesadelos.

6. “O Imbecil Coletivo”, Olavo de Carvalho. Um dos livros mais influentes dos últimos vinte anos, na crítica cultural brasileira. Torçam o nariz o quanto quiserem os críticos, mas que é verdade, é.

7. “O Encontro Marcado”, Fernando Sabino. Um livro tocante, simples. Retrata a amizade, o amadurecimento, a desilusão. Quem nunca “puxou angústia” com os amigos nos tempos em que as amizades eram analógicas?

8. “Ortodoxia”, GK Chesterton. Chesterton é o escritor mais alegre que há. Lendo-o, o cristianismo não parece assim tão difícil.

9. “A Montanha Mágica”, Thomas Mann. Num sanatório em Davos, a tuberculose corrói os pacientes e, com eles, o que precariamente chamamos de “civilização ocidental”. Entender Naphta e Setembrini é entender muito do que somos, do que nos tornamos. Para o bem e para o mal. Todos somos Hans Castorp.

10. “No Castelo do Barba Azul”, George Steiner. É a resposta de Steiner ao livro de TS Eliot, “Notas para uma Definição de Cultura”. De certa forma e guardadas as proporções devidas, me ocorre que Naphta está para Eliot como Setembrini para Steiner. E quem lê George Steiner é sempre um pouco mais meu amigo.

21/01/2014

Isso é simplesmente lindo!
O fotógrafo Nicholas Buer foi até a região de San Pedro de Atacama, no norte do Chile, fazer um dos timelapses mais incríveis que eu já assisti.
Lá é um dos lugares mais bonitos e mais escondidos do planeta, com o céu mais nítido e mais escuro da Terra.


Ancients from Nicholas Buer on Vimeo.

20/01/2014

Teoria sobre a construção das pirâmides

Sempre fiquei impressionado em como os antigos egípcios conseguiram erguer as grandes pirâmides, sempre me intrigou a capacidade de engenharia daquele povo tão antigo.
Acredito que eles seguiam uma outra linha tecnológica, que acabamos perdendo durante a história, mas obviamente agora estou eu no campo das conjecturas.
Por isso achei tão interessante a proposta deste engenheiro civil Chris Massey.